segunda-feira, dezembro 20, 2010
Tudo numa coisa só
No filme Human Nature, o cientista manda o macaco fazer exatamente o oposto ao que tem vontade. Isso envolve preguiça, sexualidade, comilança, tudo. O macaco vira um intelectual gentleman, e em seguida fica louco. O instinto tenta nos guiar o dia todo, vindo em fortes fissuras de 5 minutos, pr'uma vida de vontades e derrotas. Não se constrói muito neste mundo mais só fazendo o que vem na cabeça. Então a chave seria pensar muito sobre o que realmente precisa fazer? Mas não funciona, arborizar as idéias constantemente dá uma grande falta de concentração. Se você observar, as pessoas que mais produzem e se concentram, são as que menos param pra pensar sobre o que fazem.. apenas fazem, como se fosse outro instinto em cima do animal. Um que funcionaria desligando tanto o animal quanto o racional, mantendo o foco, o funcional. O tipo de instinto que tanto falam que é o segredo pra bater o penalty de copa do mundo, o transe.
Mas como não pensar em nada? Tenho contas a pagar, pessoas a conquistar, barriga pra encher, se saio da minha cabeça o mundo me devora. O cidadão teria de se sentir seguro pra cair de cabeça no trabalho, na tarefa. Isso envolve estabilidade em todas as esferas da vida, pra dar base a uma consciência focada. Pensar na vida integrada à sua boa função mostra a responsabilidade de resolver as pendências e ser justo com as pessoas em volta. Qualquer livro de auto-ajuda já teria me dito isso, mas eu não percebia a necessidade de jogar a mente fora do corpo pra realizar o máximo. Provavelmente quem errou o penalty foi a vida do Baggio, não a perna dele.
Tenho conhecidos depressivos que racionalizam ideias brilhantes o tempo todo, mas o impeto passa em 5 minutos. Eu nos dias empolgados quero fazer de tudo, e a cabeça ricocheteia. Acho que este tal foco está finamente equilibrado entre depressão e mania, e exije muita energia pra manter tudo andando.
Há uma cena especifica que me ilustra como se daria o full power de função do indivído. Imagine o alinhamento de todos seus problemas resolvidos, os olhos fechados acreditando no mundo que está construindo no que faz, os braços abertos agarrando e unindo os bons momentos com seus semelhantes. Tem que acreditar sim no que está fazendo. Numa culminação rasgante de foco, de transe, faz seu melhor, faz.
Hadou Ken.
E gol.
sexta-feira, setembro 10, 2010
O ninho do tigre
1)
A velha entra na sala mancando, a perna carcomida exalando o cheiro de sempre, cheiro de pronto-socorro, de pedaço que morreu e não avisou o dono. Modelo completo: diabetes, hipertensão, tabagismo, obesidade, colesterol, e "só dois dedinhos de cachaça no almoço" por 50 anos. -Dói a perna há 6 meses, não tem um remédio? - Mão na testa, olho no relógio, faltam 10 horas de plantão. O dia-a-dia de hospital é isso, uma impotência, um eterno “sinto muito, seu corpo está em frangalhos e não temos o que fazer”. Fico me sentindo um homeopata, porém honesto. Pra que serve medicina então?
O que salva vidas não é o atendimento médico de urgência. Aquilo é bacia das almas, quebra galho pra meia dúzia de mal-aventurados, pra quem muitas vezes não há o que fazer, realmente. O que não se pode subestimar é o valor da ciência de saúde humana, nisto incluindo médicos, químicos, físicos, etc. Esta ciência sim mudou completamente nosso modo e expectativa de vida, norteando os padrões de habitação, alimentação, higiene e atividade física, além de intervenções diretas, como as vacinações e programas de saúde preventiva. Mas ainda há uma barreira entre a realidade dos meios de saúde e a concepção popular do médico e do hospital. É isso que precisa mudar. A senhora-tigre que chegou andando na primeira linha deveria ter uma noção geral de como as doenças crônicas que enumerei vão estragar seu corpo sem que ela sinta quase nada, e depois do estrago nenhum remedinho irá de fato remediar a situação.
A saúde é mal distribuída, sim. Mas mesmo com um batalhão de médicos não se poderia seguir esperando o povo ficar doente pra vir nos 15 minutos de consultório ter uma formação de opinião sobre saúde. Essa história de CONSULTE SEU MÉDICO pra tudo gera um misticismo sobre doenças e remédios, como se fosse só parar na oficina e seu corpo sair novinho, pronto pra mais 100 anos de podridão. Talvez um dia.
Por enquanto, é necessário conscientizar todo mundo de que VIDA se deve levar pra evitar aparecimento e complicações de doenças comuns. Qualquer um sabe que cigarro faz mal, mas esta idéia vaga não dá liberdade de escolha real. Dá câncer, mas quase ninguem sabe o que é câncer. Saber que mata não é o bastante, se vamos morrer de uma forma ou de outra. Além disso, morrer é a parte mais fácil dessas mazelas todas, o problema é o caminho até lá. Tigres sofrem um bocado.
2) Nisso de conscientizar, o médico tem as mãos atadas. Além de ter pouquíssimo tempo no amontoado de pacientes que tem de atender, seja por lucro ou por demanda local, ele lida com adultos, o que estraga de vez o resultado. Adultos não se convencem de nada. Sou o mais cabeça-aberta dos que conheço e demorei quase 5 anos pra virar socialista, mesmo com doses diárias de injustiça social aonde quer que eu fosse em São Paulo e amigos tentando me explicar. Sim, acredito que adultos podem mudar radicalmente de opinião, mas a um custo de tempo e retórica totalmente inviáveis em larga escala. Quem tem que aprender sobre o mundo são as crianças.
E novamente não pelo médico. Quem tem tempo de estabelecer um canal de comunicação de confiança com os pequenos é o professor, o ambiente escolar. Entendo que o currículo escolar tem seus usos, porém é totalmente desligado da vida real. Eu gosto de saber distinguir distância, velocidade relativa e aceleração quando estou num veículo. Mas a escola deveria ensinar conteúdo mais pragmático, como cuidar da própria saúde, política atual e seus motivos, legislação, culinária, ensinar a realidade da cidade e do campo, formar um adulto. Seriam coisas muito mais úteis agora, do que reconhecer o filo da água-viva (por mais interessante que seja)... Acaba sendo uma questão mais ampla, da função social da escola. Enquanto a escola está ensinando terciarismos, quem “educa”(e tortamente) pra vida é o desenho animado, o rambo, o DATENA!
Há um cuidado em não falar muito de realidade com a criança, pois é jovem e inocente. De que adianta formar um bocó de 18 anos que em 5 minutos de realidade muda todos seus conceitos de vida? A criança precisa ver que tem gente passando fome, que o dinheiro acaba, que doença e cigarro mata com sofrimento, saber quem planta a comida e quem queima a comida pra subir o preço. Quase todos adultos de hoje teriam de ser re-alfabetizados num sistema desse. Não é nem questão de melhorar a saúde da população, estamos falando da saúde da sociedade mesmo.
domingo, junho 13, 2010
Olho no lance..vendido!
Eu tenho um receio muito grande com esportes. Começou quando pequeno, ao sentir o desespero das competiçoes de natação e de judô sem nem saber pra onde eu estava indo na vida, comecei aos 6, 7 anos! Desde então, com aulas de História mostrando que o pão e circo romano ainda estava a pleno vapor, com amigos e parentes falando exclusivamente disso em reuniões, com um irmão dedicando horas diárias a ler dezenas de blogs de comentaristas esportivos, fui pegando uma nhaca real da coisa toda..menos da copa.
O futebol de clubes só fala de salarios, compra e venda de jogadores, estica os campeonatos pra arrastar milhões aos estadios durante o ano todo, faz os fãs comprarem camisa pra mostrar a força do time, além da publicidade para emissoras, estadios, uniformes. All about money, e o povo compra, discute e rediscute na maior profundidade uma coisa que é igual todo ano.
Eu pensava que a copa era mais tranquila, pois nao havia negociaçao de jogadores, salarios discrepantes, unia o país. Mais aí que está. Ao unir cada país em seu territorio, obtem-se uma unanimidade mundial de ânimos, e então basta adquirir o titulo de patrocinador oficial para fazer uma campanha publicitaria monstruosa, mundial, sem birra por parte de ninguém. E daí nos países tem os patrocinadores de seleção, que dão mais força ainda à magia pois vinculam a paixão do torcedor à marca do produto. Isto não pode ser feito nos clubes, pelo menos no brasil, pois os campeonatos sao razoavelmente equilibrados e geraria mais birra do que simpatia por um produto se associado a um time.. Eles estampam a camisa, mas não fazem alarde do vínculo. O mais perigoso que vi recentemente foi a Bozzano (marca de cosmeticos masculinos) que patrocinava o corinthians e fazia propaganda da marca nos intervalos de jogo, como se a torcida corinthiana fosse realmente seu alvo, seu nicho. Me confundiu a estratégia deles, quando nas etapas finais do paulista passaram a estampar a camisa do São Paulo..não consegui entender a quem se dirigiam.. Mas a publicidade tem isso de espalhar o nome, nao importa o efeito.. pelo menos ficou gravado na minha cabeça o fabuloso slogan: "Bozzano, é bom!"
Bom, acho complicado ficar repudiando a publicidade que sustenta o sistema, acho menos hipocrita te aconselhar a repudiar o próprio sistema, pois o povo trabalhador(mesmo de terno) é ignorante e não tem tempo de levar a culpa. Vamos sorrir, acenar, e mudar o sistema no 2o tempo. Raça Mundo!
*Ah, que fique claro que apoio ferozmente a pratica de esportes para fins recreacionais e de saúde. O veneno está na competição e na grana, divindades tipicas capitalistas, aliás.
sexta-feira, junho 11, 2010
Nós que aqui estamos
Morre-se facinho. Não se pode esquecer que mesmo com todas as politicas publicas de saúde, com repressão à violencia, airbags, antibioticos ou SAMU, mesmo com toda essa máquina de preservação, a vida se vai sem aviso. Ja vi vizinho que morreu de meningite em 1 dia, professor com cancer em meses. O noticiário (pare de assistí-los) sempre lembra: morreram tantos sem mais nem menos. Mas não queremos pensar nisso. Qualquer filme de drama nos assombra com ameaças de morte, é terrivel.
Acho que a opinião geral oscila entre não querer lidar com isso, seguindo as demais necessidades da vida (fome, contas a pagar), e lembrar da morte, momento apos o qual se passa algumas horas acreditando no Carpe Diem. De uma forma ou de outra, se fingindo de imortal ou desesperado, cada pessoa se individualiza, valorizando sua própria existência como se fosse tudo que lhe interessasse. Isso sim é muito triste. Pois ao erguer uma barreira entre sua vida e o mundo, se perde o mundo.
Ateu ou misticista, você deve perceber que tudo que fazemos e sabemos é graças à coletividade, intelectual e de ação, e que após nossa morte é este coletivo que permanece. Então que sentido há em lutar contra o fim por meio da individualidade, se esta ja o tem por certo? Não, para o resto do mundo não faz qualquer diferença se você aproveitou ou não o dia. Só sobrevive o que você deixa nos outros, constrói para os outros. Ao contrario da busca individual, que só cria ansiedade e incerteza, a aceitação de nossa fragilidade leva a humildade e paz de espirito, entendendo o próximo como a parte de você que de fato sobreviverá para contar história. Talvez por isso a solidão seja tão temida quanto a morte, são a mesma coisa na pratica..Em vez de se preocupar com o tempo que lhe resta, use suas forças para fazer a diferença nas pessoas que te cercam. Pois os dias passam num segundo, e o provavelmente o lema mais apropriado para tudo valer a pena seja outro: Carpe Mundus.
terça-feira, junho 30, 2009
Elixir

Me irrita ver até em aula de ética médica um velho beiçudo com cara de senador vir dizer que não se pode apontar erros nos atos de um colega, sob pena de processos legais por calúnia. O salto alto em que desfilam meus veteranos cria um abismo entre profissionais e clientes, entre solução e confusão. Idéias muitas vezes simples, como tapar um buraco ou alargar um tubo muscular, ficam de escanteio, enquanto um doutor mandão quer apenas que sigam suas ordens. O paciente, perdido, só vê os efeitos colaterais de tudo que é feito e cria-se o fantasma do eeerro méeedico, em cima da falsa esperança de cura mágica.
Desde o colegial, o estudo de Biologia-Física-Quimica versus Minha-Falta-de-Religiosidade me deram a concepção de que o ser vivo é um organizado químico com tamanho para fazer eventos macroscópicos, físicos. Seria então possível mapear e prever todos os acontecimentos do corpo humano, e seus defeitos. O problema é que isso é de uma complexidade ainda muito fora da nossa realidade, o que reitera a idéia de que nossos esforços seriam arte descompromissada. Mas isso não pode mais guiar a classe médica.
O ponto fundamental é que precisamos almejar a solução, o exato, mesmo que esteja a séculos de acontecer, pois é o que as pessoas querem e precisam. Uma medicina humana sim, mas armada até os dentes de raciocínio e humildade para usar cada descoberta fisico-química, cada relato de caso ou estudo estatístico para matar os tantos problemas que afligem essa máquina complexa. Chegará o ponto em que o corpo estará tão bem compreendido em nível molecular, que poderá ser dominado em fórmulas matemáticas compiladas em um sistema processador de dados, tão bem projetado quanto o nosso cérebro, mas muito mais eficiente. Não me refiro aos meros braços mecânicos que temos hoje como robôs, e sim sistemas racionais avançados. Os velhos médicos têm de entender que nossa missão é curar as doenças, em ultima instância. E deveremos ter a sabedoria de largar o osso quando a hora chegar. Meu sonho é que a minha profissão não seja mais necessária, acredita?
quinta-feira, julho 10, 2008
Prazerexol 150mg --- 1x mes V/O
Drogas, sexo, vamos atrás pq age direto em nossos centros de prazer, que nos mandam faze lo de novo, como comer. Como a comida, não é uma opção que se faz, é uma encadeação de ordens que nos faz precisar de novo. O prejuízo disso é a falta de escolha, na verdade distorcemos qqer logica pra encaixar a vontade da repetição. Não adianta falar de cancer, de acidentes de transito, de gravidez, ng fala mais espertamente que seu núcleo accumbens, ao que parece. É necessária a lei seca pra fazer as "pessoas estatisticas" pararem de se matar. Mas elas nao querem se matar creio eu.Conheço gente que jogou por 3 anos o mesmo jogo, com os mesmos monstros e experiencias, nada novo alem de chapeus, e nao adiantava falar "sai dessa". O prazer ali, como em demais jogos, era a matança, as cabeças rolando, dinheiro vindo e o sonzinho de "tchec tchec". Outros decoram o dano de cada tipo de golpe em outro jogo, repetindo o "ganhar de todo mundo" over n over. Ja ouvi dizerem que para aproveitar melhor a menina, vc se alivia antes de ve-la, 2 vezes! E viciados em drogas diversas, que ja acordam precisando de um dois, um tiro?
Apesar do hedonismo reger boa parcela dos meus planos, sinto que minha relação com o prazer é mais enjoada. Apos uma bebedeira, um "brincar", uma passada por um jogo, me dá uma exaustão, um rebaixamento agudo daquela importancia na lista de prioridades. Ja narrei a outros colegas como é fantastico a sensação de dar um amasso e matar um monstro na sequencia, assim como voltar da balada e tomar açaí com violão. Chama-se feedback negativo, uma ação desencadeando a inibição dela própria, e percebo isso muito em mim.
Lembrando da lei seca após sentir o desejo sexual se esvaindo em segundos do pós-orgasmo, pensei se isso não poderia ser sistematizado a demais prazeres e pessoas. E se fossem sintetizadas drogas que amplificassem este delay? Se balanceassem o efeito nocivo da droga com a abstinência causada pelo inibidor, de modo que os usuários tenham o prazer procurado. mas com garantia do inmetro de que dificilmente causaria dependencia ou tendencia a overdose. O governo poderia chamar a população pra discussão em vez de renegar os consumidores à ilegalidade. A maconha legal diminuiria o tráfico, teria maior qualidade e poderia também evitar o vício.
Daí me vêm alguns problemas. 1) Um ecstasy que age direto na sensação de prazer, como poderia ser inibido? Retirar toda a libido e euforia do indivíduo nas semanas seguintes seria loucura. 2) Quem julgaria o período de delay, e o julgamento seria baseado em danos biológicos ou sociais? 3) Como o governo faria com que as pessoas optassem pela droga de marca? Preço menor, campanhas publicas de "nossa droga faz menos mal", "teores seguros", "sem impurezas". 4) Seria viável criar um mercado legítimo de substâncias que não causassem dependência? A indústria farmacêutica adora medicamentos de alto custo, consumo e nobreza. Como convencê-la a fazer "cocaína barata não-viciante"? Haha é até engraçado.Poderia ser usado o inibidor em atividades socialmente indesejadas quaisquer: jogo, pedofilia, jogos online. Talvez uma inibição traumática permanente poderia ser alcançada. Mas creio que atuar subjetivamente já tangiria um controle da liberdade individual que medicina e justiça atuais não podem assumir como responsáveis ainda, seria experimental e desastroso demais. O Prazer é nosso impulso para realizar o mundo e na medida que se brinca de controlar isso, talvez estejamos algemando a evolução da sociedade, ja pensou?
ps1: Há muitas coisas na vida prazerosas mas não consigo usar isso de argumento contra drogas, pois estas trazem sensações muito especias e diferentes. E olha que eu amo fazer muita coisa.ps2: E se fosse procurada droga que nao trouxesse efeito nocivo ou dependência(é bem inviável biologicamente, mas supondo), seria necessário delay? O simples fato das pessoas estarem alegronas às tornaria socialmente insuportáveis para qualquer atividade? Seria um filme interessante, provavelmente uma comédia pornô, haha.
psmil: Desculpe a confusão de pensamentos, mas quis falar de tudo que tive em mente.
segunda-feira, abril 14, 2008
Seguro, dê saúde
1) Vêem que o filme é muito tendencioso e defendem a seriedade no jornalismo ou "documentarismo", seriedade acho que no sentido de só ganhar com a verdade nua, que dar a impressão de que existe bem e mal é muito difícil de relacionar com a realidade. Até concordo que isso é mais aplicável e puro de "viéses", mas acho que a dificuldade e limitação argumentativa que traz, normalmente não vale o esforço, O Príncipe tem certa pressa, eu tb.
2) São contra a opinião do filme, que retrata o capitalismo selvagem na área da saúde que nega atendimento justo a muitos assegurados que caem em micro-cláusulas, como doença venérea prévia (coitada da mulher). Moore sugere que o governo americano está de acordo com os lucros em detrimento do atendimento, apontando doações feitas por seguradoras de saúde a congressistas, discursos bizarros, etc. Alguns da sala ja moraram nos EUA, então pode ser que viveram uma realidade diferente.3) O autor não estava lá, então whatsthepoint. Oras, aplaude-se a idéia também, de modo que os colegas saibam que é apreciada, não importa se o autor está navegando por aí. Lembra, pensar macro e agir localmente, se não damos boa importância à graça na tela, pois ninguém está olhando então aí que ninguém vai olhar. Hoje mesmo aplaudi a abertura do DVD do Yanni em casa, com sorte meus subordinados ouviram e capturaram o feeling comigo.
4) Não me levam a sério mesmo. Talvez minha fama de fanfarrão continue assolando o quarto ano, já que poucos me viram andando por aí sério, de sapato branco! Assim, talvez meu apluso denigra a imagem do filme por associação. Espero que o bom filme melhore a minha imagem por associação então, será possível gostar das coisas por interesse em que gostem de você? Me sentiria traído pirando numa menina que levianamente escreve "gosto de Whitesnake" no orkut(show dia 7 maio), mesmo porque é dificil saber o nome e não gostar mesmo. E tem a velha história de a máscara se tornar sua personalidade. Mas que eu gostei gostei! Ligou de novo aquela chama de trabalhar pelo coletivo, dando mais gás(Alias, Classical Gas) na minha carreira, pelo menos por hoje.
5) São completos depravados, cabeças de geléia, que riem randomicamente. Só pode ser isso.
segunda-feira, novembro 12, 2007
The Big Boss
- Master Yoda: Master Qui-Gon. More to say have you?
- Qui-Gon Jinn: With your permission, my master, I have encountered a vergence in the Force.
- Master Yoda: A vergence, you say?
- Mace Windu: Located around a person?
- Qui-Gon Jinn: A boy. His cells have the highest concetration of midi-chlorians I have seen in a life-form. It was possible he was conceived by the midi-chlorians.
- Mace Windu: You refer to the prophecy of The One who will bring balance to the Force. You believe it's this boy?

Dos meus nove anos, havia o Vinícius, chefe da turminha. Esse era puro talento. Não brigava com ninguém pra mandar mas, por seu bom futebol, seu bom planejamento de abordagem de garotas, sua habilidade de negociar com os gigantes de 16 anos, ele chegou a um ponto que ninguém questionava o que ele dizia. Ele que selecionava os alvos dos nossos ataques, era uma bela máfia que os pais nem ouviam falar, haha. Eu mesmo que sempre parei pra pensar, notava e não reclamava, era um bom trabalho. Seu governo do prédio me proporcionou uma infância com todo tipo de artimanha recreativa, de escalar paredes a destruí-las.
O Conrado, ainda meu amigão, era um pouco diferente. Ele não era tão nato quanto o Vinny, e eu via ele puto com isso muitas vezes. Ele falava com os órgãos externos e ainda é muito criativo, não entendo o que diferia.. bom, talvez o futebol... a única idéia fraca que me vem é dele sendo pouco atleta, deve ser isso. Engraçado, uma característica que parece não muito a ver com tomada de decisões pinta na cabeça assim de primeira, percebe? Vou chegar nisso. Assim, depois que ele começou a tocar violão e liderar a banda da sala ficou bem mais culhudo.
No 3o colegial tinha a Ju, uma loira cor-de-rosa que tinha o diálogo mais aberto com os professores e um bonito sotaque carioca (raro em São José, daí bonito). Acho um bom exemplo de charme pessoal angariando poder, anote aí: seduzir para conquistar.
Já na facul, o primeiro líder que reconheci foi o Pepê, diretor da atlética na ocasião. E por que não alguém do CA, algum professor ou colega mais velho? Pois ele já se apresentava com seguidores em volta, a recepção fica dominada pela atlética, ele tinha até musiquinha pra ensinar. Ponto pra porcada.
Tudo bem, tem o Salvador, que dava a ultima palavra no centro acadêmico. Ele fala manso e sempre foi muito formador de opinião, graduando bons amigos meus. Esse era quintanista, machista, comedor, e outra vez muito bom em falar com as autoridades.
A Tomie, uma reclamona que aprendi a gostar, representante de sala por vontade própria. Como disse no texto do Mahna Mahna, é ouvida por meter pau em tudo, e não acho errado.
O Phil, presidente(agora ex) da Empresa Jr. Ele sim é puro esforço. O Phil começou todo maluco, com boné verde-limão, fala cheia de cacoetes e pouca objetividade. E mudou tudo isso focando absurdamente na empresa e correndo atrás de tudo. Ganhou contatos com todas esferas de poder, conhecimento em processos diversos, teve idéias ótimas e botou a Jr. pra funcionar de verdade, foi style.
Então ja deu pra ter uma idéia. Habilidade superior (mesmo que em campo que não importe), saber falar com pessoas importantes, saber reclamar, criatividade, dar exemplo de trabalho duro, charme pessoal (que inclui falar e ouvir bem), adquirir seguidores, utilizar bem o poder que ja tem, são todas características aparentemente importantes na formação de um bom líder.
Quanto a mim, muitas características minam minhas qualidades e o burro empaca. Olha o drama. Eu faço brincadeiras com tudo, o que tira toda a seriedade do meu discurso, é compulsivo. Fico nervoso ao falar em público, inadmissível. Não despontei como melhor em nada, fico no mediano em quase tudo. Fico subestimando os outros, assim não utilizo bem o trabalho em equipe, e juntamente com a falta de charme, acabo não fazendo amigos nem amigas. Não sei perder, tento mas o carinho por tudo que faço me faz o sangue subir quando falho. À falta de estudo desarma por fim o respeito que já poderia ser contruído na carreira. Pelo menos eu consigo notar esses problemas, imagine os que eu não vejo.E preciso correr com isso. A faculdade está acabando, a hora de abraçar o mundo teoricamente está chegando, e não mudaremos nada sendo operários (olha o Lula). Penso em fazer gestão em saúde, mas como posso notar por aí, os doutores não vão escutar um mero gestor. Ser um bom médico vai ser a peça-chave pra conseguir juntar uma galera pra fazer algo. Por isso o quarto ano de medicina vai ter de ser sério, pois é minha vida que está em jogo. And:
- Tony Montana: Me, I want what's coming to me.
- Manny: Oh, well what's coming to you?
- Tony Montana: The world, Chico, and everything in it.
segunda-feira, outubro 29, 2007
Mahna Mahna!!

Na mesma semana que minhas ações subiram no meu conceito, comecei a sentir uma bela mudança. Reclamei com um estranho! Algo que normalmente eu engulo me bateu como se da minha vontade dependessem as leis escritas. Ninguém parecia se importar, por que iria eu? Mas eu não quis mais pensar assim, e querer pensar é importante, você é seu piloto. E pronto, intervi no mundo, whoa! Pode zoar, mas eu sou tímido e chamar a atenção com coisas sérias não costuma ser meu negócio, costumo deixar pros outros, apesar de ser o primeiro a ver a merda vindo. Que bobeira. É só gritar: merda! Hoje em dia é dificil acreditarem se eu gritar merda, mas a culpa é minha por ficar de fanfarrice o tempo todo. Mas isso deve mudar aos poucos. A graça ta em jogar riso pros outros e não se preocupar com problemas. Ao passo que foco na minha vontade as graças tendem a ficarem mais escassas e melhores. Pois eu não acho graça em nem metade do que fico rindo por aí, é muito tosco! Essa idéia de focar em você te mantém atento a até onde vai sua diversão e a hora de ir fazer algo melhor. Sabe o carpe diem? é carpe O SEU diem!
Então. Acho textos falando só de mim chatos de escrever.. Mas a idéia é mostrar que o quanto dá pra ser mais importante se você se julga importante, e mete a boca no trombone. Vai ouvir críticas, eu mesmo ja falei mal de amigas representantes de sala só porque elas reclamam de tudo. Oras, se eu acho mais chato as reclamações do que o problema, meter-me-ei. Reclame delas com elas e reclame do problema mais eficientemente que elas, é muito simples e dá menos transtornos emocionais. No time dos reclamantes você pode ser você a vontade, é ótimo.
Então reclame, melhor e mais alto do que o mundo todo. Se as coisas não tão certas é porque você tá economizando saliva, tá compreendiiido?! E tira essa roupa preta e comenta o texto playboyzinho de merda! Amém.