Tenho mil ideias, mas por preguiça ou vergonha, não cumpro boa parte do que meu racional planeja. Já me comprometi em mergulhar em todas situações que eu perceba que estou evitando só por vergonha, mas muitas vezes acabo fugindo pra não enfrentar a boa dose de trabalho, de empenho que seria necessária. O impeto acaba em segundos, sinto que não vale a pena o esforço em cima da hora. Então se venço o instinto na lezeira e na timidez, tudo fica certo? Como estabilizo a mente pra fazer isso?
No filme Human Nature, o cientista manda o macaco fazer exatamente o oposto ao que tem vontade. Isso envolve preguiça, sexualidade, comilança, tudo. O macaco vira um intelectual gentleman, e em seguida fica louco. O instinto tenta nos guiar o dia todo, vindo em fortes fissuras de 5 minutos, pr'uma vida de vontades e derrotas. Não se constrói muito neste mundo mais só fazendo o que vem na cabeça. Então a chave seria pensar muito sobre o que realmente precisa fazer? Mas não funciona, arborizar as idéias constantemente dá uma grande falta de concentração. Se você observar, as pessoas que mais produzem e se concentram, são as que menos param pra pensar sobre o que fazem.. apenas fazem, como se fosse outro instinto em cima do animal. Um que funcionaria desligando tanto o animal quanto o racional, mantendo o foco, o funcional. O tipo de instinto que tanto falam que é o segredo pra bater o penalty de copa do mundo, o transe.
Mas como não pensar em nada? Tenho contas a pagar, pessoas a conquistar, barriga pra encher, se saio da minha cabeça o mundo me devora. O cidadão teria de se sentir seguro pra cair de cabeça no trabalho, na tarefa. Isso envolve estabilidade em todas as esferas da vida, pra dar base a uma consciência focada. Pensar na vida integrada à sua boa função mostra a responsabilidade de resolver as pendências e ser justo com as pessoas em volta. Qualquer livro de auto-ajuda já teria me dito isso, mas eu não percebia a necessidade de jogar a mente fora do corpo pra realizar o máximo. Provavelmente quem errou o penalty foi a vida do Baggio, não a perna dele.
Tenho conhecidos depressivos que racionalizam ideias brilhantes o tempo todo, mas o impeto passa em 5 minutos. Eu nos dias empolgados quero fazer de tudo, e a cabeça ricocheteia. Acho que este tal foco está finamente equilibrado entre depressão e mania, e exije muita energia pra manter tudo andando.
Há uma cena especifica que me ilustra como se daria o full power de função do indivído. Imagine o alinhamento de todos seus problemas resolvidos, os olhos fechados acreditando no mundo que está construindo no que faz, os braços abertos agarrando e unindo os bons momentos com seus semelhantes. Tem que acreditar sim no que está fazendo. Numa culminação rasgante de foco, de transe, faz seu melhor, faz.
Hadou Ken.
E gol.
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segunda-feira, dezembro 20, 2010
terça-feira, setembro 21, 2010
O balanço da rede
Novos meios, velhos fins. A internet abriu a porta da informação, isso é muito revolucionário mesmo, dando conhecimento ilimitado pra quem quiser procurar. O problema é que apesar disso, não houve revolução social nem nada. Os meios de informação existem, você pode saber a verdade sob qualquer tablóide pela boca de intelectuais de todos os continentes, se entender o ingles arrastado. Então seria de se esperar uma grande guinada de opiniões, uma vez que toda a mídia velha é dominada pelos muito ricos, passando sempre ficção científica pra massa. Agora que temos os porquês na mira do mouse, deveria estar todo mundo na rua, mudando o sistema. Mas não. Fico pensando em como mudar isso, como jogar a favor das correntes e usar a rede pra dar update na cabeça da galera.
O que se vê é que a maioria usa a internet para continuar em sua bolha local. Segundo estudo das empresas Pew e Nielsen, o tempo gasto atualmente em internet no mundo é dividido entre: 1)Ver conteúdo fixo (42%), 2)”Atividades de meio”: Email, compras, buscas, etc (36%) , 3)Redes sociais (22%). E todas elas podem assumir um caráter tão quadrado e localizado quanto da TV.
O que se vê é que a maioria usa a internet para continuar em sua bolha local. Segundo estudo das empresas Pew e Nielsen, o tempo gasto atualmente em internet no mundo é dividido entre: 1)Ver conteúdo fixo (42%), 2)”Atividades de meio”: Email, compras, buscas, etc (36%) , 3)Redes sociais (22%). E todas elas podem assumir um caráter tão quadrado e localizado quanto da TV.
O conteúdo visto é canalizado por grandes portais de informação, como na mídia antiga, porém com trabalho jornalístico ainda pior, o que favorece os sites das próprias agências velhas. O jornalismo e criticismo produzido por blogs tem grande dificuldade de exercer democracia, uma vez que os mais lidos quase sempre são filhos de grandes marcas. Os que conseguem um lugar ao sol não são capazes de competir com a representatividade dos grandes portais, e acabam sendo contratados por algum setor de poder para se sustentarem. Outro acesso a conteúdo é por meio de indicações de amigos, e isso vou explorar adiante.
Eu chamei de atividades de meio aquelas que não tem um conteúdo por si só, mas só apenas formas de acessar e transmitir. Também ficam localizadas, pois o email trabalha principalmente com conhecidos, a busca é por termos do seu universo local, as compras são apenas extensão do que se compraria no shopping, com as mesmas necessidades artificiais. O google.com recebe 80% das pessoas que navegam, usando quaisquer destas funções. Mais uma vez, tudo encaixotado no modo de vida individual não dá asas a ninguém, uma pena.
As redes sociais são a faceta que mais cresceu nos ultimos anos, sendo que já são acessadas por mais gente do que os serviços de email (aprox. 70% de todos usuários). O Brasil é onde as redes sociais são mais fortes: 80 a 90% dos internautas acessam, mais do que em qualquer outro lugar do mundo. Será pela cultura do corpo sarado brasileiro? A rede social consiste em fotos e conversas abertas para um grupo de amigos, de modo que você pode não apenas ter as relações, como mostra-las, ao contrário do imediatismo da vida real, ou da privacidade do email. Outra vantagem sobre a comunicação privativa é poder passear por catálogos de pessoas, vencendo a timidez e a rotina com um comentário amistoso aqui e ali. Ao contrário do que se imaginaria, no entanto, o alcance da rede é mitigado pela opção por privacidade, e na maioria das vezes se tem muito menos acesso online a novas pessoas do que se teria na rua, no bar. O que a rede disponibiliza são fotos e nomes, e as informações de perfil raramente ajudam a fomentar um diálogo, uma vez que se compõem por letras de música sem contexto. Acaba sendo uma atividade individual de passear por fotos de gente bonita, sem qualquer integração ou rompimento com a conhecida superficialidade da tv.
Ao que tudo indica, a internet está falhando em realizar seu potencial de democratização e união dos povos. Está funcionando mais como linhas e núcleos do que como rede realmente. Temos então que utilizar ao máximo as ferramentas que existem, mas sem alimentar falsas esperanças de que o saber é absorvido por osmose se houver acesso. Estão todos ocupados trabalhando e competindo.
É preciso haver um trabalho de evolução da internet, de sentimento de necessidades em conjunto. Não consigo prever direito como, mas a informação democrática deveria ouvir todos ao mesmo tempo, e nunca grandes veículos particulares. Talvez com um grande processador de pareceres individuais a massa poderia despertar por si só.. mas isso já foi pensado e deturpado nos videogames “Metal Gear Solid”. Por enquanto a internet é injusta.
Se o mundo real ainda impera, são as relações locais e pessoais que poderão romper com a hegemonia dura. Explorando o veículo de comunicação pra falar com pessoas conhecidas, pode-se extender o ambiente de conversa de bar para um grupo maior, mas ainda pautado por relações pessoais de confiança e interesse, senão não funciona.
Por isso, pra tirar o máximo proveito da internet, na verdade você tem que sair dela, participar de discussões, trabalhos e amizades em carne-e-osso, onde se pode dar acesso a informação meio que empurrado, já que a boa educação ensina a prestar atenção no que se está conversando. Falando cotidianamente de feminismo e socialismo, por exemplo, eu posso dar acesso a informação de qualidade a quem nem internet usa, até a quem assiste novela. O poder da conversa de cabelereira, de garçom, de taxista é fantástico se puder expor o outro mundo possível. É aquela máxima de pensar globalmente e agir localmente, no âmbito mais importante, o da informação. Por isso falo a vocês, meus amigos. E convoco todos os idealistas a serem tagarelas de bar!
Por isso, pra tirar o máximo proveito da internet, na verdade você tem que sair dela, participar de discussões, trabalhos e amizades em carne-e-osso, onde se pode dar acesso a informação meio que empurrado, já que a boa educação ensina a prestar atenção no que se está conversando. Falando cotidianamente de feminismo e socialismo, por exemplo, eu posso dar acesso a informação de qualidade a quem nem internet usa, até a quem assiste novela. O poder da conversa de cabelereira, de garçom, de taxista é fantástico se puder expor o outro mundo possível. É aquela máxima de pensar globalmente e agir localmente, no âmbito mais importante, o da informação. Por isso falo a vocês, meus amigos. E convoco todos os idealistas a serem tagarelas de bar!
Fontes: http://www.visualeconomics.com/how-the-world-spends-its-time-online_2010-06-16/ http://www.internetworldstats.com/stats.htm
sexta-feira, julho 11, 2008
iScribble chat + desenho
Que interessante, olha esse iscribble, os caras em chat desenhando, e mandam mto!
qdo c entra no canal o desenho se faz rápido desde o começo pra voce, é foda!
http://www.iscribble.net/
qdo c entra no canal o desenho se faz rápido desde o começo pra voce, é foda!
http://www.iscribble.net/
terça-feira, abril 22, 2008
Radical Dream
Tinha marcado de falar da belíssima arte nos video games mas achei um texto no youtube de um japonês que exprime quase tudo o que eu quis dizer. Ouça, leia, veja, sinta. É do nosso mundo, e não uma fantasia que se perde.
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Owain Bennalack -
"It's evidence that gaming still occupies a cultural ghetto that Shigeru Miyamoto isn't a household name."
If you know anything about videogame music, you know who Nobuo Uematsu is, and consequently, how every other videogame composer lives under the shadow of his legacy. And that's assuming (probably incorrectly) that you're even aware of this esoteric art form, or even that it is one.
The amazing soundtracks that augment the artistic experience of all legendary videogames are wholly unrecognized as credible music just about everywhere and anywhere one can go outside of Japan. The colossal veil of ignorance shrouding the musical brilliance of the genre nods largely to the disgustingly negative connotation its name carries. Videogame music. Ugh. The title itself isn't a bad one, but any potential awareness the general public can muster is hindered by this fierce prejudicial mentality they've erected, registering and thusly stereotyping all videogame music to be characteristic of the computerized blips reminiscent of oldschool games like Frogger. They remain completely oblivious to the full-scale instrumental repertoires responsible for winning over the hearts of the fans of Final Fantasy and Castlevania. That's the initial reason, at least. Videogame music hasn't been like that since forever, but it feels like that initial ignorance has taken foothold and stemmed over to this generation. Videogame music is much more than just music; it's the keystone upon which the level of escapism a game can offer is dependent on.
You'll invariably find that the most legendary games have legendary soundtracks- the mutual compliment is a beautiful sight to behold. Needless to say, it's absolutely crucial that the respective composers responsible for lifting their videogame's experience to such a height have the compositional talent of a 21st century genius. Lamentably, this currently esoteric form of art is not, and at this rate, will not, be appreciated to its full global deserving. Let's not kid each other here, Motoi Sakuraba, Yasunori Mitsuda, and Nobuo Uematsu have written some of the most brilliant pieces of music to ever grace musical history. I can't confine their skill by comparatively speaking in the frame of the past couple decades, which has given birth to the genesis of videogame music. Sakuraba is my Beethoven, Mitsuda my Bach, Uematsu my Mozart.
With this level of unpopularity, dating back mere decades is more than sufficient lack of exposure for these jewels to be buried to the mere sands of time. That videogame music which predates our generation is sitting treasure waiting to be discovered. I, and anyone and everyone else whom shares a common fire for beautiful music, am trying to keep this amazing music alive, by touching your hearts.
The situation as of now: Nobody gives a left nut who Motoi Sakuraba is. White weaboo girls (and the infrequent yet recurring black-weaboo) probably have the highest perception of Japanese culture, which is quite sad because their perception is altogether defined by looking at pictures of transgendered fags like Miyavi and other visual kei artists to satisfy their strangely fostered sense of bisexuality. They remain the predominant medium of "cultured" Americans regarding Japan's cultural domestics.
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Owain Bennalack -
"It's evidence that gaming still occupies a cultural ghetto that Shigeru Miyamoto isn't a household name."
If you know anything about videogame music, you know who Nobuo Uematsu is, and consequently, how every other videogame composer lives under the shadow of his legacy. And that's assuming (probably incorrectly) that you're even aware of this esoteric art form, or even that it is one.
The amazing soundtracks that augment the artistic experience of all legendary videogames are wholly unrecognized as credible music just about everywhere and anywhere one can go outside of Japan. The colossal veil of ignorance shrouding the musical brilliance of the genre nods largely to the disgustingly negative connotation its name carries. Videogame music. Ugh. The title itself isn't a bad one, but any potential awareness the general public can muster is hindered by this fierce prejudicial mentality they've erected, registering and thusly stereotyping all videogame music to be characteristic of the computerized blips reminiscent of oldschool games like Frogger. They remain completely oblivious to the full-scale instrumental repertoires responsible for winning over the hearts of the fans of Final Fantasy and Castlevania. That's the initial reason, at least. Videogame music hasn't been like that since forever, but it feels like that initial ignorance has taken foothold and stemmed over to this generation. Videogame music is much more than just music; it's the keystone upon which the level of escapism a game can offer is dependent on.
You'll invariably find that the most legendary games have legendary soundtracks- the mutual compliment is a beautiful sight to behold. Needless to say, it's absolutely crucial that the respective composers responsible for lifting their videogame's experience to such a height have the compositional talent of a 21st century genius. Lamentably, this currently esoteric form of art is not, and at this rate, will not, be appreciated to its full global deserving. Let's not kid each other here, Motoi Sakuraba, Yasunori Mitsuda, and Nobuo Uematsu have written some of the most brilliant pieces of music to ever grace musical history. I can't confine their skill by comparatively speaking in the frame of the past couple decades, which has given birth to the genesis of videogame music. Sakuraba is my Beethoven, Mitsuda my Bach, Uematsu my Mozart.
With this level of unpopularity, dating back mere decades is more than sufficient lack of exposure for these jewels to be buried to the mere sands of time. That videogame music which predates our generation is sitting treasure waiting to be discovered. I, and anyone and everyone else whom shares a common fire for beautiful music, am trying to keep this amazing music alive, by touching your hearts.
The situation as of now: Nobody gives a left nut who Motoi Sakuraba is. White weaboo girls (and the infrequent yet recurring black-weaboo) probably have the highest perception of Japanese culture, which is quite sad because their perception is altogether defined by looking at pictures of transgendered fags like Miyavi and other visual kei artists to satisfy their strangely fostered sense of bisexuality. They remain the predominant medium of "cultured" Americans regarding Japan's cultural domestics.
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